Fundado em 1937 como "Grupo Escolar", posteriormente chamado de "Ginásio" e atualmente, Instituto Estadual de Educação São Francisco Xavier, situado na rua Oswaldo Cruz já formou aproximadamente mil cento e sessenta alunos apenas em sua primeira década de existência e hoje, conta com mais de oitocentos estudantes distribuídos entre magistério, ensino fundamental e médio.
Como se pode facilmente imaginar, muitas histórias já passaram pelas paredes da escola que no presente 2017, completa seus oitenta anos, sejam elas grandes ou pequenas, antigas ou atuais, todas são peças que ajudam à montar o grande quebra-cabeças de nossa trajetória.
Como se pode facilmente imaginar, muitas histórias já passaram pelas paredes da escola que no presente 2017, completa seus oitenta anos, sejam elas grandes ou pequenas, antigas ou atuais, todas são peças que ajudam à montar o grande quebra-cabeças de nossa trajetória.
Em 2013, passei a fazer parte do referido instituto, porém a história que tenho como contribuição acontece apenas anos mais tarde, ao final de 2016 e início de 2017, eu tinha quatorze anos e como toda moça apaixonada vivia sonhando acordada com o "Meu Príncipe".
Ambos éramos alunos, seu nome era Luiz Gabriel, eu estudava no turno da manhã e ele no da noite mas apesar da diferença de idade, séries e às vezes até opiniões, nós nos adorávamos, desde crianças quando jogávamos bola na rua perto de nossas casas, ele era meu vizinho. Muitas vezes brigávamos, algumas delas até por bobos motivos, outras nem tanto, mas no fim do dia, era apenas o meu "boa noite" que lhe permitia dormir em paz e, somente o seu SMS "dorme bem" que me deixava fechar os olhos, mas há alguns meses atrás ele ficou doente e embora quisesse visitá-lo, não podia.
Entretanto, nem tudo é terror, nós tínhamos uma diretora super gente boa e um dia por semana, geralmente nas quintas ou sextas-feiras eu lhe pedia para ir ao hospital vê-lo. Embora fosse contra as regras, acho que Nicolly percebia como me sentia e na hora do intervalo, me liberava.
Mas os anjos descem do céu, nos dão alegria e nos mostram a beleza da vida, então um dia, para lá eles retornam e aqui só resta sua triste saudade. Luiz era alegria, seu sorriso contagiava, e como o presente de Deus que era, ele também voltou para casa; o câncer que era feito dele o levou embora para sempre, com apenas dezessete anos e meio.
Embora passem os dias, em meu coração sempre estará a gratidão àqueles que nos fizeram o bem e sobretudo, à grande São Francisco Xavier que nos rendeu muitos assuntos, preocupações e risos através de nossas longas mensagens.
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